As palavras costumam materializar-se em nossas mentes, de forma espetacular descobrimos coisas a nosso respeito que nunca havíamos percebido, e chega-se a pensar: Sou eu mesmo? Ou fui eu quem disse isso?
Algumas vezes penso, em como os sentimentos podem ser tão inconstantes e variáveis, mistos de emoções são criados, sejam por pessoas ou fatos... Ódio, amor... Carinho, Frieza... E de forma fantástica em simples instantes sentimos que vamos direto do céu para o purgatório, e vice-versa, algumas pessoas, como esponjas absorvendo além de si, uma gama de sentimentos alheios, provenientes de pessoas ao seu redor, vivendo emoções que não a pertencem de verdade... O que não é de certa forma algo negativo, pois sempre, alegre ou triste, sentir-se-á vivo... Afinal quanto tempo um ser humano pode mentir para si mesmo, fingindo ser forte... Nunca mais chorarei... Nunca mais amarei... Sinto uma tristeza tão profunda e vazia, não quero mais sorrir...
Seriamos então nós seres humanos, dotados de livre arbítrio, capazes de decidir nossos destinos e sentimentos? Como um desafio, pode-se dizer ou mesmo tentar não se apegar uma pessoa especial, uma forma de defesa, uma armadura... Mas quem pode vencer seu próprio coração? Estar triste e sorrir para se mostrar mais forte? Não sorrir para quem está feliz?...
Somos seres que estão muito próximos da perfeição, mas, nossos próprios desejos e vontades nos tornam imperfeitos, e o que nos separa dos animais, chamamos de raciocínio lógico, consciência, o que nos separa das máquinas? Sentimentos... E mesmo com características que nos tornam seres quase perfeitos, vemos a nossa volta, pessoas que agem como animais, dotados de pura irracionalidade, e ainda seres aparentemente inanimados, com corações supostamente vazios, ignorantes aos sentimentos alheios... Pois eu digo que tudo são armaduras, formas de proteger uma criatura frágil, que se sente ameaçada por um mundo hostil e difícil de compreender...
Não atropele seus sentimentos, sua humanidade, seja com idéias, gestos ou mesmo decisões tomadas em momentos críticos de sua vida, a serenidade é o melhor remédio... E além de pensar em si, lembre-se de como suas decisões afetarão diretamente as pessoas ao seu redor...
Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros (Jo 13,34)